Bruno Rizzi Paranaense de Londrina, o diplomata Bruno Rizzi é a ponte dos sírios que buscam refúgio no Brasil e a chance de uma nova vida longe da guerra. Ele partiu para o Oriente Médio em 2014, assumindo a função de liderar a triagem dos solicitantes de asilo. Lotado no Líbano, onde se alojou a partir de 2012, Rizzi viaja duas vezes por mês ao consulado de Damasco, cujo setor consular reabriu em julho para a emissão de vistos, passaportes e certidões. É em Beirute que ele encabeça a entrevista de famílias sírias num dos postos autorizados pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare) — que desde 2013 facilita o carimbo para quem quer fugir da guerra civil — e tem o contato direto com os efeitos do conflito que se arrasta há cinco anos. Até abril, o Brasil concedera abrigo a mais de 2,2 mil sírios, que já formam a maior comunidade refugiada do país.
Natalícia Tracy Natalícia Tracy tinha 19 anos quando chegou aos Estados Unidos, em 1989, para trabalhar como babá de uma família brasileira. Vítima de racismo e situação degradante de trabalho, hoje ela é diretora do Centro do Trabalhador Brasileiro em Boston, que auxilia imigrantes em situações corriqueiras e graves, como denúncias de trabalhos em condições análogas à escravidão. A atividade de Natalícia ganhou um peso ainda maior, no momento em que ilegais temem deportação com Donald Trump na Presidência. O centro recebe até cinco mil pessoas por ano e organiza vários eventos na região — que reúne uma colônia de 350 mil brasileiros. Nascida em Minas Gerais, mas criada em São Paulo, Natalícia tornou-se um exemplo para a comunidade brasileira nos EUA. Com estudo sobre imigração e trabalho, ela concluiu o doutorado e é PhD pela Universidade de Boston, onde leciona.
Paulo Uchôa A capoeira foi a forma que o embaixador do Brasil na República Democrática do Congo, Paulo Uchôa, encontrou para ajudar crianças e jovens vítimas de violência no país em guerra. “Capoeira pela paz”, implementado há três anos, já atendeu a cerca de 4 mil pessoas. O projeto começou em Goma — área mais violenta do país — destinado a crianças desmobilizadas de grupos armados. Depois, se estendeu à capital, Kinshasa, para menores de rua. E na região Norte é voltado para refugiados.Votação encerrada.
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